Instituto Sinodal Imigrante sedia 22º ENDASE
A dança como expressão artística, espaço de aprendizagem e oportunidade de integração entre estudantes de diferentes instituições marcou o 22º Encontro Nacional de Dança da Rede Sinodal de Educação (ENDASE), realizado nos dias 23 e 24 de outubro, pelo Instituto Sinodal Imigrante (IMI), em Vera Cruz/RS. O evento reuniu cerca de 150 participantes de 11 escolas da Rede, em dois dias de formação, convivência e partilha de experiências.
Tradicional no calendário da Rede Sinodal de Educação, o ENDASE vai além de uma mostra de apresentações. O encontro valoriza a dança como linguagem capaz de comunicar histórias, sensibilidades, culturas e diferentes formas de perceber o mundo, ao mesmo tempo que fortalece vínculos entre estudantes e instituições educacionais.
A programação contemplou atividades de acolhida e integração, oficinas, reconhecimento e ambientação de palco, reuniões com coreógrafos e apresentações de diferentes estilos de dança. Uma gincana com temática relacionada à história da dança também integrou os participantes, promovendo conhecimento de forma lúdica e ampliando o repertório cultural dos estudantes.
As atividades foram direcionadas a estudantes regularmente matriculados no último ano do Ensino Fundamental II e/ou no Ensino Médio das instituições da Rede que participam de grupos de dança. Entre os objetivos do ENDASE estão dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelas escolas nessa área, qualificar as práticas educacionais relacionadas à dança e estimular a troca de experiências entre as instituições.
Arte que educa e aproxima
Para a diretora do Instituto Sinodal Imigrante, Danieli Eichwald, sediar o encontro representou a reafirmação do compromisso educativo da instituição. “A dança forma porque exige presença, disciplina, sensibilidade, escuta e coragem para transformar aquilo que sentimos em linguagem. Quando estudantes de diferentes escolas compartilham processos criativos e conhecem outras formas de expressão, a arte deixa de ser apenas apresentação e se torna experiência formativa”, destaca.
Ela também ressalta o significado de acolher o evento em uma instituição com 128 anos de história, marcada pela educação, pela cultura e pelo encontro. Para a diretora, a convivência entre estudantes, professores, coreógrafos, famílias hospedeiras e equipes fortalece a Rede e proporciona experiências que permanecem para além do palco. “Ao final, não ficam apenas as coreografias, ficam vínculos, repertórios ampliados, memórias e a certeza de que educar também é criar espaços para que cada estudante encontre maneiras de se expressar, de pertencer e de transformar o mundo à sua volta”, conclui.
Como tradicionalmente ocorre nos eventos das instituições da Rede Sinodal de Educação, os estudantes foram acolhidos em casas de famílias da comunidade anfitriã, ampliando as oportunidades de convivência e integração.
Onze instituições participantes
Além do Instituto Sinodal Imigrante, anfitrião desta edição, participaram o Colégio Teutônia; a Escola Duque de Caxias, de Sapiranga; a Instituição Evangélica de Novo Hamburgo; o Instituto Ivoti; o Instituto Rio Branco, de São Leopoldo; o Colégio Mauá, de Santa Cruz do Sul; o Colégio Sinodal da Paz, de Novo Hamburgo; o Colégio Sinodal Rui Barbosa, de Carazinho; o Colégio Sinodal Tiradentes, de Campo Bom; e o Centro Tecnológico Frederico Jorge Logemann, de Horizontina.